Máximas de um país mínimo
Xuxa tem razão. Gnomos existem mesmo. Tenho que dar o braço a torcer para todas as risadas que já dei sobre o assunto. Desculpe, gnomos dessa e de outra dimensão. Explico: em dezembro de 2009 fui ao lançamento do livro "Máximas de um país mínimo" do Reinaldo Azevedo, jornalista que gosto muito, por seu senso crítico e acertivo. Mas o assunto não é o Reinaldo e sim o livro. Em tal ocasião comprei dois livros que estavam sendo lançados. Um para mim, outro para meu pai. E, como todo fã, pedi, todo embaraçado e sem jeito, autógrafos em ambos. Levei também o meu exemplar de "O país dos Petralhas" para o mesmo fim. O problema foi que, naquela época de final de ano, Natal, e encontros similares, o tal livro - justo o do meu pai - sumiu. Mas sumiu de tal forma que não pude acreditar: procurei em TODOS os lugares. Revirei o carro de cima a baixo e nada. Desisti. Resignei-me. E lamentei: quando o Reinaldo vai lançar outro livro para eu repor essa perda? Bom. Muita coisa aconteceu no carro: foi lavado de lá pra cá inúmeras vezes, várias vezes pessoas estavam no banco de trás do carro etc etc. Eis que hoje aparece o livro, caprichosamente embaixo do banco. Sem um arranhão, sem um pisão, sequer empoeirado. Nada. Perfeito estado de conservação, como se acabasse de comprar na loja. Nem uma orelnhina, nem uma página, nem um único encardidinho na lateral das folhas unidas. Com um atraso de 6 mêses, eis que meu pai receberá hoje o livro do Reinaldo.

