A igreja(s) no Brasil por Drauzio Varella

Eu não sou ateu. Pelo contrário, sou Cristão. Mas não sou católico. Nem evangélico. Nem protestante. Nem estou nos meus últimos dias (espero). Mas isso não faz a mínima diferença. Nesse vídeo, Dráuzio Varella (o qual também tenho minhas ressalvas) faz um a análise altamente intelectual, forte, calma e assertiva sobre o papel da igreja católica na sociedade brasileira. Estendo-a à todas as outras igrejas do país.

Uma aula de história e de comportamento social e que demonstra, com muita clareza, o quanto o homem consegue, através da manipulação maldosa e insidiosa da fé, explorar o próximo. Seja a Igreja Católica acobertando abusos sexuais dos padres, seja a ruína dos desesperados através de promessas infundadas nas universalmente consagradas igrejas do dinheiro, seja nos cartazes de "trago seu amor de volta" nos postes de São Paulo.

Se Deus existe ou não isso é assunto pra mais de milênios. Estou mais interessado em saber quando o homem vai acordar e punir, exemplarmente, quem manipula, engana, rouba e usurpa em nome da fé.

(video via @diegovbarros)

Preconceito e infância

Comp

O tema gay ganhou força no cenário político. Que bom! O país precisa mesmo de políticas mais claras sobre o tema. A liberdade individual no que tange à orientação sexual deve ter o mesmo tratamento que a liberdade, garantida por lei, de orientação religiosa. Essa definição legal permite que as vítimas de preconceito possam garantir seus direitos por vias legais. E fazer com que as atrocidades - toda forma de preconceito racial/sexual/religioso/etc. é uma atrocidade - sejam devidamente julgadas e punidas nos termos da lei.

Ponto. Contra isso ninguém com um mínimo de cérebro pode ser contra.
Mas... existe um outro lado da moeda? Existe. Bem, e qual é?

Para entender esse outro lado da moeda é preciso, antes, considerar um ponto importante: o Brasil é uma democracia jovem. Muito jovem. Há muito pouco tempo não existiam nem 1/10 das leis e direitos que temos hoje. E nossa sociedade, claro, era mais atrasada, mais seccionada. Evoluímos? Na minha opinião, sim. Muito. O problema é que não só há muito a melhorar, mas o anseio de melhorar trouxe junto uma ânsia por mudanças, uma vertente de pressões que, sem percebermos, joga a "balança" com força para o outro lado, afastando-se do centro novamente.

Um exemplo disso são as cotas universitárias para negros. Onde irmãos gêmeos tiveram pedidos de cotas negado para um e aceito para outro. O Estado deveria cuidar para que a formação de base para a população de baixa renda fosse melhor. O tema de cotas não é o tema do post, isso é pra outra hora. Mas mostra que quanto mais se tenta "separar" as pessoas em categorias na sociedade, mais erros são cometidos.

No que tange ao homossexualismo: toda pessoa, ciente, capaz, tem o direito, incontestável e inatacável de adotar a opção sexual que melhor considerar. E aqui defendo e incluo junto o direito do heterossexual também, por que não? Imagine-se a confusão que seria se o homossexualismo tornasse obrigação legal? Portanto, o mesmo direito que tenho eu de ser heterossexual, todo homossexual também o possui de o ser. Mas o convívio humano não dá-se em bolhas herméticas. Nossa sociedade não é feita de mundos particulares. Estamos expostos, constantemente a todas as coisas positivas e negativas, alegrias, tristezas, conquistas, derrotas.

Para que haja uma sustentação social para esse convívio, e não comecemos a matar-nos uns aos outros como bestas feras, é que existe a formação social e familiar. E aí é que está o ponto delicado da questão: quando uma criança (digo de 1 a 10 anos) é exposta a uma família tipicamente homossexual, qual o tipo de formação que ela vai "tender" a ter? Os processos de Édipo e toda uma gama de transformações emocionais dar-se-ão na mesma esfera? Se não, é possível com ajuda de orientadores, psicólogos, minimizar essas consequências? Porque eu, como pai, não gostaria que meu filho(a) fosse forçosamente hetero ou homossexual. Vou deixar essa questão "insolúvel" no momento. É complexa e profunda demais para meus conhecimentos leigos de psicologia.

Agora, saindo da esfera da ultra-complexa formação sexual de crianças, entra o direito dos pais. E aí volta o Estado a cometer o mesmo erro que das cotas universitárias: compensar o desvio do passado com outro exagero no presente. A proibição, por lei, de não-contratar ou o direito de demitir um profissional "do lar" (babás, motoristas, jardineiros, empregada doméstica e por aí vai) por suas convicções sexuais. Ora. Se eu, como pai, penso que ter em casa uma babá - ou similar - que seja homossexual põe em risco os valores que desejo para a formação de meus filhos, isso é válido. Porque, nesse ponto, há que se defender o direito do mais fraco que, nesse caso, é a criança. Da mesma forma que uma mãe, se homossexual, tem todo o direito de exigir e não contratar alguém que diga à sua filha que o homossexualismo "é pecado". Um absurdo, é óbvio.

O Estado deveria olhar, antes da discussão homo/hétero, o que isso vai afetar na cabeça de uma criança que é, sempre, vulnerável. A formação familiar onde a criança está inserida, e isso engloba todas as esferas da educação como orientação sexual, religiosa, cultural, etc etc etc, seja intensamente protegida pelo Estado. Um pai budista tem que ter garantido o direito de ensinar a seus filhos sua fé. Um pai ateu tem que ter garantido o direito de ensinar a seus filhos que Deus não existe. E eu, como cristão, quero ter o direito de ensinar aos meus filhos sobre minha visão particular de Cristo e de meus severos receios no que tange às Igrejas de modo geral (católica inclusa na lista).

Portanto, se eu, dentro de minha casa, flagrar uma pessoa homossexual incentivando o homossexualismo a um filho meu de 9 anos eu vou querer ela longe dali. Da mesma maneira que se eu vir um heterossexual em minha casa incentivando o ódio contra o homossexualismo a um filho meu de 9 anos eu vou querer essa pessoa também longe dali. Se um dia uma filha minha se descobrir homossexual, no seu tempo, naturalmente, vou fazer o que puder para que ela seja feliz. Da mesma forma que faria se ela se descobrisse heterossexual e muçulmana. Depois que a criança começa a "andar a vida com as próprias pernas", é outra história.

Na minha concepção, o direito dos pais de passar para seus filhos os valores que herdaram de família deve ser defendido pelo Estado. Mesmo, até, que imorais. Eu mesmo considero imoral muitas coisas que hoje adolescentes consideram não só "normais" como até "caretas". Mas isso não dá o direto do Estado de imputar julgamento contrário dentro do lar das pessoas. Repetindo: o mesmo direito de uma pessoa heterossexual não querer que seus filhos recebam estímulo para se tornarem homossexuais funciona nos dois sentidos. Uma pessoa homossexual tem o direito de não querer que seus filhos recebam estímulos para se tornarem heterossexuais ou que desenvolvam qualquer forma de ódio/preconceito contra homossexuais.

Antes que se discuta se hetero/homo estão em pé de igualdade no direito civil, no que tange à família, o Estado deveria, primeiro, legislar em prol do mais fraco: a criança. A começar por leis que punam, exemplarmente, toda e qualquer pessoa que instigue a adoção dessa ou daquela orientação sexual, ou que instigue o ódio ao diferente. A criança tem o direito de ter nos pais o norte inicial de sua formação. E, se preciso, quando tornar-se adulto, pedir socorro à lei quando sentir que seu direito de escolha estiver em prejuízo.

Quino

Quino, cartunista argentino autor da Mafalda, desiludido com o rumo deste século no que diz respeito a valores e educação, deixou impresso no cartoom o seu sentimento.

(download)

Não sei o quanto antigo é esse cartoom, mas parece tão atual... Que valores estamos cultivando, afinal? Pior de tudo: que valores ESTOU cultivando, afinal?

Santos meu amor!!

É hoje! O Manto Branco Sagrado vai brilhar!!

Vai ser difícil, vai ser suado, vai ser rasgado. Uma guerra! Mas vamos pra ganhar, vamos com humildade e com raça em busca da taça. Amanhã espero ter um post feliz para contar aqui. Mas feliz ou não, vai ser orgulhoso, pois chegar onde chegamos, não é para quaquer time de beira de marginal. Pra cima deles, #GoSantos!!

Qual seu nome? Ross. Como??

Ross, meu amigo irlandês, chega na Starbucks e pede um café com leite (latte ou algo assim) e o atendente tentando ser gentil, pergunta:

- "Qual é seu nome?"
- "Ross"
- "Como é??"
- "Ross"
- "Como é???"
- "Ross"
- "Como é????"
- "Ross"
- "Como é?????"
- "Ross" (em um português com sotaque, ele soletra para ajudar): "Errrrre "o" "esse" "esse, Ross".
- "Como?????"
- "John...."
- "Aaahh.. ok".

Hhaahuahuhauauha. Se a Starbucks resolve colocar funcionários para atender em um shopping como o Villa-Lobos, dispostos a perguntar o nome do cliente, devem pelo menos ter uma estratégia para o caso do cliente ser estrangeiro. Ainda que "Ross" não é um nome do outro mundo, mas se o cliente for da Ucrânia ou da Eslovênia, penso que essa tarefa pode mesmo ficar mais difícil. O fato é que agora nos divertimos a cada vez que o Ross volta à Starbucks: o nome de hoje foi "Francis" ahaauhuahuaha.

Ross

Merece uma hashtag #PiadaInterna? 
Talvez... "como????"

Nice one, Ross!! U da man!